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35, 45... até quando esperar para ser mãe?

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Depois da graduação, elas consideram importante dedicar tempo para fazer um MBA ou uma pós. Na empresa, reservam alguns anos para investir na carreira e galgar posições mais relevantes. Acham conveniente, ainda, aguardar um período até ter um imóvel próprio, uma condição financeira segura e um relacionamento estabilizado. E quando chega o tempo de ter um bebê? O fato é que razões como essas têm feito com que um número crescente de mulheres deixe para mais tarde o projeto de ter um filho.


Segundo pesquisa do Ministério da Saúde divulgada em outubro, entre 2000 e 2012 passou de 22,5% para 30,2% o índice de mulheres no Brasil que se tornam mães depois dos 30 anos. Os indicadores evidenciam que adiar a maternidade se consolida como um comportamento cada vez mais comum. Bem menos frequente é a prática de planejar a vinda do bebê com a mesma atenção dada às outras prioridades.

Conseguir engravidar será a primeira dificuldade. As chances diminuem ano a ano, pois decai a qualidade dos óvulos. “Um casal de até 30 anos tem, a cada ciclo, uma probabilidade de gravidez de 50%. Entre 30 e 35 anos, 30%. Acima dos 35 anos, esse índice diminui de maneira ainda mais expressiva”, diz a Dra. Debora Steinman, ginecologista e obstetra do Einstein. “Aos 43 anos, a chance é menor que 1%. Por isso, quem pretende ter filho mais tarde precisa planejar bem antes”, completa o colega Dr. Eduardo Zlotnik.

Se, há algum tempo atrás, planejamento familiar era praticamente sinônimo de evitar filhos, hoje, para essa mulher que tem outras prioridades antes da maternidade, significa definir antecipadamente quando pretende ter filhos, quantos quer ter e planejar, considerando, inclusive, a maior dificuldade de engravidar com o passar dos anos. Em caso de necessidade, pode-se recorrer a procedimentos mais complexos e caros, como o congelamento dos óvulos por volta dos 30 anos para usá-los mais tarde ou, ainda, a fertilização utilizando óvulos doados.

E os riscos associados à gravidez tardia? Estudos recentes têm derrubado mitos. Eles mostram que a condição da saúde da mãe aliada ao pré-natal apropriado são muito mais determinantes do que a idade para que a gestação chegue bem ao termo. “Gestantes de 37, 38 anos que têm boas condições de saúde, fazem atividades físicas e pré-natal adequado podem ter menos complicações do que uma mulher de 28, 30 anos sem as mesmas características”, afirma a Dra. Debora.

Independentemente de faixa etária, fatores como hipertensão, obesidade e diabetes implicam em riscos para a mãe e para o feto. No entanto, sua incidência cresce à medida que a idade avança. Mas, controlados esses problemas e com o correto acompanhamento pré-natal, a mulher mais madura poderá ter uma gestação tão boa quanto uma mais jovem. “O único risco associado à idade que os médicos não conseguem controlar é o aumento da ocorrência de abortamentos, por conta das alterações genéticas que os óvulos podem sofrer com o passar dos anos, o que impacta também a fertilidade”, observa o Dr. Eduardo.

A relação entre maternidade tardia e indicação de cesariana é outro mito a ser desfeito. A existência de fatores de risco pode, sim, justificar esse procedimento. Mas uma gestante mais madura saudável pode perfeitamente fazer o parto normal. Um bom diálogo entre médico e paciente certamente ajudará na definição do parto adequado.

Adiar a maternidade é uma escolha pessoal. E não há razão para se angustiar diante do relógio biológico. Com saúde, planejamento e acompanhamento médico, a boa hora é a sua hora.

Fonte: Dr. Eduardo Zlotnik, Ginecologista e Obstetra, CRM 73.681 SP, e Dr. Debora Simões Steinman, Ginecologista e Obstetra, CRM 60.355 SP

http://www.einstein.br/einstein-saude/saude-executivo/Paginas/ate-quandoesperar-para-ser-mae.aspx