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Dicas e diretrizes

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Está grávida e vai viajar? Atenção aos cuidados

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Uma das grandes dúvidas das gestantes quando se fala em realizar um viagem de longa distância é se o avião apresenta algum risco para ela e para o bebê. A diferença brusca de pressão na decolagem e no pouso, a possibilidade de fortes turbulências e a grande quantidade de horas sentada são alguns dos fatores que preocupam.

Nívea Araujo Perre Cabral, 34 anos, viajou com cinco meses de gestação. “Nesse período já sabemos o sexo, estamos menos cansadas e mais dispostas”, diz. Estavam entre as orientações do seu obstetra uma alimentação de três em três horas, paradas para pequenos repousos e o uso de meias elásticas para evitar o desconforto, principalmente, no vôo. Ela garante que a viagem foi maravilhosa e que não sentiu nenhum incômodo em momento algum.

Segundo o professor Carlos Alberto Barbosa, da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Fase), realmente não existe nenhuma comprovação de que uma viagem possa ser danosa à gestação. Ainda assim, algumas dicas são válidas ao se tratar de aviões. No caso, o professor recomenda que a gestante procure sentar em cadeiras do corredor para que as idas ao banheiro (frequentes na gestação) sejam menos incômodas para ela e para os outros passageiros. No caso de viagens mais longas, Barbosa explica que, se possível, caminhar pelo corredor em um intervalo de uma hora é importante para melhorar a circulação. “O risco de trombose nos membros inferiores aumenta, devido à imobilização prolongada”, explica.

Para viagens de carro, o princípio não muda muito. Permanece a orientação das pausas entre uma e duas horas para caminhada. E, de preferência, as rotas devem ter paradas para ir ao banheiro. Barbosa só não recomenda viagens em alto mar: “Pode acontecer de a gestante estar há dias da costa, o que é perigoso no caso de ela começar a entrar em trabalho de parto. Os enjoos também costumam ser muito mais frequentes”.

Como as gestantes sofrem muitas mudanças no organismo, diferentes sintomas ao longo da gestação podem aparecer. Para isso, antes de qualquer viagem, o professor incentiva que uma avaliação com um obstetra seja feita: “Para cada tipo de mulher, as limitações podem ser diferentes em uma gestação”.

Em verdade, tais transformações no organismo feminino vão além de desconfortos na viagem. Para o oftalmologista Bruno Guimarães Novaes, tal fato, somado à preocupação com o bebê, é mais um motivo para a consulta com o obstetra antes do passeio. “Com as alterações sistêmicas, é possível que ocorra, como sintoma, perda significativa na qualidade da visão da mulher, em virtude de hipertensão e diabetes gestacionais, doenças perigosas”, explica o diretor médico do Hospital Oftalmológico Santa Beatriz, exemplificando o porquê da importância do acompanhamento prévio e da atenção, até durante a viagem, a indícios como esse.

No caso de gestações em meses mais avançados, como a partir do sétimo, essa avaliação se torna ainda mais necessária, segundo o professor da FMP/Fase, uma vez que a maioria das empresas de aviação faz essa exigência.