Menu

Aqui você encontra informações e dicas
para fazer as melhores escolhas para você e o seu bebê

Dicas e diretrizes

Dicas e diretrizes

Parto normal ou cesárea: qual o melhor?

Descrição do artigo

O Brasil é campeão mundial de cesarianas, que respondem por 48% dos partos na rede pública de saúde e 84% nos hospitais privados. São índices bem superiores aos 15% preconizados pela Organização Mundial da Saúde, o que indicaria a realização de cesáreas desnecessárias. A média em países como Estados Unidos gira em torno dos 30%.

Várias razões explicam esse excesso de cesarianas. Muitas gestantes a preferem por temerem a dor do parto vaginal ou, ainda, pela comodidade de ter uma data programada. A previsibilidade também pode ser conveniente para o médico.

O parto normal evita os riscos associados a uma cirurgia e os custos são, em geral inferiores. Além disso, em termos de segurança, não há evidências científicas claras de que a cesárea eletiva após as 39 semanas de gestação seja superior ao parto vaginal ou vice-versa. Contudo, muitas cesáreas são feitas por razões fúteis ou sem fundamento técnico, às vezes até antes do tempo, o que resulta em prematuridade do bebê. A prematuridade, por sua vez, aumenta as complicações do bebê, com necessidade de utilização de terapia intensiva neonatal. As complicações associadas, além e elevar os custos, podem ter repercussões no desenvolvimento do bebê com reflexos, inclusive, na vida adulta.

“Não se trata de desprezar a cesárea ou glorificar o parto vaginal e, sim, promover e criar condições para o parto adequado”

“Mas há situações que exigem a cesariana, como quando há alterações nos sinais vitais do bebê ou não há progressão da dilatação durante o trabalho de parto. E há cesáreas eletivas em casos de placenta baixa, bacia estreita e problemas maternos que indiquem a via alta”, diz a Dra. Rita de Cássia Sanchez, obstetra e especialista em Medicina Fetal do Einstein. “O parto deve ser compreendido como o epílogo de uma história de nove meses de duração, com o acompanhamento e preparo para que o nascimento ocorra de forma segura. O parto adequado será aquele que fecha essa jornada com mãe e bebê saudáveis”, afirma o Dr. Eduardo Cordioli, obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein.

O desafio do Brasil é criar uma nova realidade, mais segura para mães e bebês, e atingir patamares mais equilibrados de tipos de partos. O das mães é fazer escolhas sábias, baseadas em conhecimento e informações claras sobre as modalidades de parto, as indicações e contraindicações, as complicações e impactos para elas e para os bebês.

Pelas práticas de excelência e por ser um referencial de qualidade e prática médica, o Einstein, em parceria com o Institute for Healthcare Improvement, foi convidado pela Agencia Nacional de Saúde e apoiado pelo Ministério da Saúde a desenvolver uma campanha e um modelo de assistência a ser replicado em instituições privadas que permita aumentar, com segurança, o número de partos normais. Não se trata de desprezar a cesárea ou glorificar o parto vaginal. Trata-se de promover e criar condições para o parto adequado, levando em conta o que é melhor no contexto da mãe, do bebe e do médico. Esta é sempre a melhor opção.

Fonte: Dr. Eduardo Cordioli, Ginecologista e Obstetra, CRM 90.587 SP, e Dr. Rita de Cássia Sanchez e Oliveira, Ginecologista e Obstetra, CRM 60.174 SP

http://www.einstein.br/einstein-saude/saude-executivo/Paginas/parto-normal-ou-cesarea-qual-o-melhor.aspx